Angra respira devagar,
como quem conhece o peso e a leveza do mar.
As montanhas vestem verde profundo,
e cada ilha é um segredo sussurrado ao mundo.
O sol cai macio sobre as águas,
fazendo delas espelhos de ouro líquido.
Barcos deslizam sem pressa,
como se o tempo ali tivesse aprendido a flutuar.
Há um silêncio que não é vazio,
mas repleto de pequenos milagres:
o canto distante de um pássaro,
a brisa que desliza nos ombros,
o cheiro doce de maresia que nunca se apaga.
À noite, Angra acende seu próprio céu:
as estrelas se duplicam na água tranquila,
e o mar vira página aberta
onde cada reflexo parece contar uma história.
Angra é assim —
um abraço úmido de paz,
um convite ao devaneio,
um lugar onde a alma, por instantes,
se lembra do que é leve.
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